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terça-feira, dezembro 16, 2008

Escrevo...

Escrevo, e escrevo...

-Porque paraste ? perguntas...
...Respondo de forma inconsistente
Tento refazer a resposta, mas...
...Sem argumento definido
E penso...



É o vento que me leva a inspiração
É o frio que por vezes se instala sem razão
É o cortar a respiração pela ausência do teu corpo
É olhar para trás e ver o presente
É ter medo de olhar em frente


Insistes...
- Porque não escreves ? perguntas firmemente...
Penso em responder ...
"Sinto a tua falta, foi grande a tua ausência"
E mantenho-me calado...



Muito tento escrever
Escrevo sem nexo, sentido
Eu compreendo, mesmo assim
que não é a melhor forma de o fazer

Pedes-me um poema
Mas assim não o classifico
Escrevo para ti
Escrevo para o infinito
Não é um Poema, clarifico

É uma amostra de um texto
É o próprio contexto de uma vida
De uma vida cheia de Pretextos
Sem o objectivo alcançar
Levo os dias a pensar
Se para alem de mim, se contigo posso contar

Não escrevo na incerteza do teu gesto,
Na incerteza do teu olhar
Não escrevo na falsidade escondida de quem vejo passar
Não escrevo por te esperar
Apenas tento arranjar um modo de me Expressar
Antes mesmo de


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