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sábado, outubro 06, 2012

O Ar que Respiro

Desaparecem os fantasmas, as sombras e até os fragmentos do passado
De um passado recente relembrado pelos sinais da tua ausência
Que se desfazem em cada a caminho atravessado
Que são muitos aqueles que já foram cruzados na tua permanência
Desaparecem os fantasmas que, ao longo dos anos me atormentaram
A esses tormentos sobrevivi, mas agora sufoco, falta-me o ar
Da tua presença, do teu calor, todos eles partiram
Despediram-se como tu,de forma triste sem hesitar sem pensar
O ar que tento matar para respirar
Continuo a procura, arranjo forma de os substituir
Por vezes encontro sinais deixados, no dia a dia a pairar
Perdidos pelo desalento, perdidos teu trair
O tempo, o espaço, o universo desencontrado
Os dias escuros e a noite com lua sem luar
O sol temido e as estrelas sem brilho num céu baralhado
A razão e o coração de mãos dadas, a espera de um melhor respirar
Abraço-te