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quinta-feira, dezembro 09, 2010

Uma Página ( parte II )

Sereno
É como me encontro, ao ler estas paginas no meu diário, interrogo-me sobre como me sentia quando as escrevi, pois as minha linhas me definem apreensivo e destemido, não consigo identificar com elas, não as reconheço, tento fazer um exame de auto-avaliação e nada me ocorre senão uma ligeira confusão de sujeitos, verbos e adjectivos, que classificam a minha presença assídua ás tuas paginas em branco que anseiam a escrita incontrolável e sem fim, sorriu, pois nisto eu reconheço-me, começo a escrever a primeira letra e incapaz de parar... O que não está a acontecer agora, escrevo, é certo, sem para, também é correcto, mas sem rima, sem significado, sem consistência, acho, que sem intenção, mas faço-o, continua a ser a minha melhor forma de me expressar, assim não preciso de dizer-te tudo o que deveria, mas que o quisesse fazer, não poderia mesmo, afinal não passas de um diário, tenho que te escrever, preencher estas paginas brancas que, por vezes são mais negras que as capas que vejo durante o dia, e nelas vejo a beleza que elas representam, não tão belas como as paginas negras que aqui encontro. Volto ao que me faz escrever, há muito que aqui tenciono voltar, mas há sempre algo que me faz atrasar a vinda, há sempre algo a prender-me estas linhas, como que se por um lado precisas de ser escrito, se por outro não queres que escreva, será que não gostas do que te escrevo? É o que posso concluir, por estas palavras que esconde a verdadeira intenção demonstrada da vinda, e tu, melhor que ninguem, até consegues perceber isso, só eu é que não, acho, e por isso evitas que escreva, não precisas de o dizer, sereno não estou...
Deixo.te por mais uns dias... sabes que voltarei... melhor... espero...
 
Apenas guardo...
Guardo em mim a vontade que tenho de ti,
Guardo apreensivo ao que já sobrevivi
Guardo o que não guardo e sem dor
Guardo por guardar e sem pudor

Guardo tudo em mim e o que sou

Guardo o que tenho e o que deixei ter
Guardo o meu querer e o teu olhar
Guardo no mesmo sentido o meu viver
Guardo o meu abraço no teu abraçar

Abraço-te

quarta-feira, agosto 25, 2010

Uma Página ( Parte I )

Mais uma pagina que escrevi, recomeço no inicio de uma nova folha, de uma nova pagina, dou continuidade ao que escrevia na folha anterior, ou seja, continuo a divagar, sobre o inicio do dia, sem saber exactamente qual o dia, as minhas manhãs repetem-se com o mesmo sabor, com o mesmo tom, o mesmo som, das ultimas manhãs vividas por mim, não me sinto perdido, isso não, apenas numa rotina diária incomodativa, e que insisto em permanecer, sem saber muito bem o porquê, e… continuo a escrever, mesmo sem saber a linha condutora deste dia no diário, continuo…

Mais uma pagina escrevi,
neste diário inventado por mim,
sobre o que nesta manhã senti,
quando mais uma manhã passou assim

 E mais uma manhã passou assim,
Sem ter muitos motivos para a relembrar,
mas foi o que escrevi enfim,
nem sei o porquê de a recordar

Não tenho motivos para a recordar,
por isso não quero deixa-la em branco,
Quero sentir que não me vai escapar,
quero tentar vive-la no entanto

Faço um esforço por vive-la no entanto,
Quero tudo viver,
Nada mais passa por mim em branco,
E por isso sobre ela estou a escrever…

Mesmo não sabendo a linha condutora, faço questão de te recordar, diário, que apesar ser a rotina estar instalada, e como TU sabes de que rotina falo, não a deixo tomar posse de mim, não como um todo, confesso que é difícil, mas… o que é que nesta vida é fácil ??? Pois sabemos o quanto é fácil cair em rotina, sabemos o quando é fácil, deixar-se levar por sentimentos, por sensações, que por vezes as confundimos, com outras coisas menos saudáveis. E quando damos conta, vem a Srª Razão apoderar-se da nossa consciência, ou do pouco que ainda nos resta dela, agora falo por mim que ainda tenho essa teimosa que entende, porque entende apoderar-se da minha consciência, e recordar-me que a tenho, não é que a possa esqueça, mas por vezes gostaria…

Nesta minha rotina matinal,
lembro-me da causa possivel,
Não fiz nada de mal,
Não fiz o imprescindível

Não fiz o imprescindível,
duas negações a minha própria pessoa,
não vivi da melhor forma possível,
deixei-me levar a toa

Deixei-me levar sem dar conta,
e reconheço a necessidade de mudar,
é certo que para chegar a esta “ponta”,
algo tinha de se passar

Se algo tinha que acontecer
Foi sem intenção ou querer
Reconheço a necessidade de mudar
Algo já se está a passar!!!... (continua)

Abraço-te