segunda-feira, novembro 01, 2010

Ashes and Snow II



Em tempos deixei aqui o seguinte Post Ashes and Snow
Agora o documentário apresentado na Exposição

Se você vem a mim neste momento
Seus minutos irão se converter em horas,
Suas horas irão se converter em dias,
E seus dias em uma vida inteira.

À princesa dos elefantes:

Desapareci exactamente há um ano
Naquele dia, recebi uma carta.
Ela me levou de volta ao lugar onde minha vida com os elefantes começou.
Por favor perdoem-me pelo silêncio ininterrupto entre nós durante um ano.
Esta carta rompe com esse silêncio.
Ela marca a primeira de minhas 365 cartas para você.
Uma por cada dia de silêncio.
Eu nunca serei mais eu mesmo do que nessas cartas.
Elas são meus mapas do caminho do pássaro.
e elas são tudo que soube para ser autêntico.

Você irá se lembrar de tudo.
Tudo será como antes.

No princípio do tempo,
os céus estavam repletos de elefantes voadores.
A cada noite eles se deitam no mesmo lugar no céu
e sonhavam com um olho aberto.
Quando você olha fixamente as estrelas na noite,
estará vendo os olhos que não piscam dos elefantes,
que dormem com um olho aberto para nos vigiar melhor.
Desde que minha casa se incendiou eu vejo a lua mais claramente
Olhei para todos os paraísos que se apresentaram a mim.
Vi paraísos que tive em minhas mãos,
mas deixei escapar.
Vi promessas que não mantive.
Dores que não mitiguei.
Feridas que não cicatrizaram.
Lágrimas que não derramei.
Vi mortes que não lamentei.
Preces que não respondi.
Portas que não abri.
Portas que não fechei.
Amantes que deixei para trás
e sonhos que não vivi.
Vi tudo que me foi oferecido,
que não pude aceitar.
Vi as cartas que desejei,
mas nunca recebi.

Vi tudo que poderia ter sido,
mas nunca será.

Um elefante com sua tromba levantada
é uma carta para as estrelas.
O salto de uma baleia para fora d’água
é uma carta do fundo do mar.
Estas imagens
são uma carta para meus sonhos.
Estas cartas são minhas cartas para você.

Meu coração é como uma casa
cujas janelas não foram abertas por anos.
Mas agora ouço as janelas se abrindo.

Lembro-me das garças flutuando sobre
a neve que se derrete do Himalaia
dormindo sobra as caudas dos peixes-boi.
As canções das focas barbudas.
O relincho da zebra.
O grasnar das rãs.
O estalido da areia.
As orelhas dos caracais.
O balanceio dos elefantes.
O salto das baleias.
E a silhueta de um elande.
Lembro-me dos dedos curvos do suricata.
Flutuando no Ganges.
Navegando no Nilo
Subindo pelos degraus
do ******.
Lembro-me de caminhar
pelos corredores de Hatshepsut
e das faces de muitas mulheres.
Mares sem fim
e milhares de quilômetros de rios.

...lembro-me de pais e filhos...

...do sabor...lembro-me...

...

...e de descascar o pêssego...

Lembro-me de tudo…

Mas não me lembro
de ter partido alguma vez.

Lembre-se de seus sonhos.

Lembre-se de seus sonhos.

Lembre-se de seus sonhos.

Lembre.


Quanto mais observo
os elefantes da savana,
mais escuto, e mais me abro.
Eles me lembram de quem sou.
Peço que os elefantes guardiães
escutem meu desejo
de colaborar com todos os músicos
da orquestra da natureza.
Quero ver através dos olhos dos elefantes.
Quero participar da dança que não tem passos.
Quero me converter na dança.

Não posso dizer se você está
se aproximando ou se afastando.
Almejo a serenidade que encontrei
quando olhava sua face.
Talvez se sua face pudesse
ser devolvida a mim agora,
seria mais fácil recuperar
a face que eu pareço ter perdido.
A minha própria.
Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.


Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.
As baleias não cantam
porque têm uma resposta.

Elas cantam
porque têm uma canção.

O que importa não é
o que está escrito na página.
O que importa é o que
está escrito no coração.

Então queime as cartas
e espalhe suas cinzas sobre a neve,
na margem do rio,
quando chega a primavera
e a neve se derrete
e o rio se avoluma.
Volte às margens do rio
e releia minhas cartas
com os olhos fechados.

Deixe que as palavras e as imagens
banhem seu corpo como ondas.
Releia as cartas, com sua mão
aconchegada sobre seu ouvido.
Escute as canções do paraíso,

Página, após página, após página.

Voe a caminho do pássaro.

Voe.

Voe.

Voe...


Abraço-te

segunda-feira, outubro 18, 2010

Caminhar

Escrevo
Procuro
Percorro
...Encontro
Acho
Continuo
Pedido
Espero
...Em frente
Aceite
Comento
Falo
Envio
Telefono
...Escrevo
Sair
Conduzir
Ouço
Danço
Recebo
Reenvio
...Sinto
Sorrir
Olhar
Emoções
Sensações
Confusões
Porquês
Paro
...E continuo
Sem andar
...A Caminhar


Abraço-te

quinta-feira, outubro 07, 2010

Um momento em tempos perdido

Regresso aos meus tempos de juventude
Sem perceber a razão, que dizem ser transparente
Penso em tudo, em plenitude
Do que parece ser tudo diferente
Sem ser inconstante ou irresponsável
Relembro amigos, namorados e amantes
Da inocência perdida e saudável
Vejo os meus períodos mais inconstantes
Assim como flashs perdidos no Mar
Analiso um momento mais particular
Jamais recuperado, ou hipótese de o refazer
Passo assim a manhã a tentar perceber
Quero revive-lo de forma magica e inesquecível
Ser maior do que esse momento
Torna-lo no mais querido e apetecível
Empenhando todo o meu sentimento
Quero que seja o Viver
Não eterno enquanto dure
Mas que possa aprender
A ser eterno e que perdure

Abraço-te

sexta-feira, outubro 01, 2010

A tempo

Deixo o desagrado…De um fim mal tratado
O Verão que já pertence ao passado
O Outono em tons de Verdade …
O inicio da tempestade
O vento em liberdade…
As folhas deixam a saudade


Deixam a beleza no chão, baralhada, atrofiada
Arrastada pelo vento, com força e sem alento
Frio e diferente…Agitando-a inanimada
Novos ares, novos rumos e muito tentamento
Derrubando o calor já encrespado
Filtrando-se no corpo…
Mergulhado
E Sopra…


Sopra...
Procura instalar-se
E o Anónimo a infiltrar-se
Perante o desejo de um verão sem cessar
Que definitivamente o calor consegue quebrar


E um simples arrefecimento sente-se no ar
É o vento, é o Outono a chegar!!!


Abraço-te

domingo, setembro 12, 2010

Do Começo ao Fim

Em Maio de 2009 apaixonei-me
Não hesitei em revelar
O filme, a Historia que falei
O dialogo sobre a diferente forma de Amar ... A Paixão

Agora completo o resto do dialogo


Eu te amo
- e porquê você me ama ?
Eu te amo porque voçe é meu
Eu te amo proque voçe precisa de amor
Eu te amo porque quando voçe me olha eu sinto um heroi, sempre foi assim 
Eu te amo porque quanto te toco eu me sinto mais homem, do que qualquer outro

Eu também te amo
- e porque é que você também me ama ?
Eu te amo porque quando eu te toco faço voçe sentir mais homem que qq outro
Eu te amo porque nunca nos poderão nos acusar de amor
Eu te amo porque para entender o nosso amor ia ser preciso virar o mundo de cabeça para baixo
Eu te amo porque voçe poderia amar qq outra pessoa mas mesmo assim você me ama, só a mim...
Só!!!
Só a você!!!


Abraço-te

segunda-feira, setembro 06, 2010

We'll meet again

O nosso sorriso era o encanto de todos os que se aproximavam
Ambos conhecíamos todas as linhas da nossa expressão
As nossas forças, a  nossa ternura, o nosso fogo...assim continuavam
Não passam agora de memórias do nosso pequeno coração

Vamos nos encontrar novamente?
Será uma questão colocada
Na tua e na minha mente
A expressão deixa-nos a cara marcada

Nós vamos nos encontrar novamente!
É o meu desejo que fica no final deste verão
É uma afirmação que bate em mim continuadamente
Que se desvanece assim que as folhas do Outono caírem no chão

Os anos passam e a nossa força aumenta
E a tristeza de um desejo talvez só meu
Já ouço o vento na sua forma lenta
Que levou o ultimo adeus...Teu

Nós vamos nos encontrar novamente!!!
Todas as memorias permitem isso acontecer
E se falarmos como estranhos...finalmente
Foi mais uma pessoa que acabamos de conhecer!!!

Abraço-te

quarta-feira, setembro 01, 2010

A fuga...

Abano ... em mais balada
Tremo por cada passo
Balanço ... em mais uma estrada
Desconheço o que faço

Fujo do que não quero encontrar
Do que penso ... talvez o principal motivo
Não quero ... este caminho continuar
Assimilo as palavras que cativo

Fujo deste meu longo ... caminhar
Não é verdadeiro o que escrevo
Não vejo outra forma ... nem tento achar
Razão, argumento, sobre o que vejo

Apenas fujo da minha própria alma
Destemida, furiosa e macabra

...Sinto-me preso à sua razão
...Aos seus sentimentos, ao coração
...Quero fugir, correr, desaparecer
...Quero me desprender

Fujo do que não me acalma
Está decidido é a minha Palavra



Abraço-te

quarta-feira, agosto 25, 2010

Uma Página ( Parte I )

Mais uma pagina que escrevi, recomeço no inicio de uma nova folha, de uma nova pagina, dou continuidade ao que escrevia na folha anterior, ou seja, continuo a divagar, sobre o inicio do dia, sem saber exactamente qual o dia, as minhas manhãs repetem-se com o mesmo sabor, com o mesmo tom, o mesmo som, das ultimas manhãs vividas por mim, não me sinto perdido, isso não, apenas numa rotina diária incomodativa, e que insisto em permanecer, sem saber muito bem o porquê, e… continuo a escrever, mesmo sem saber a linha condutora deste dia no diário, continuo…

Mais uma pagina escrevi,
neste diário inventado por mim,
sobre o que nesta manhã senti,
quando mais uma manhã passou assim

 E mais uma manhã passou assim,
Sem ter muitos motivos para a relembrar,
mas foi o que escrevi enfim,
nem sei o porquê de a recordar

Não tenho motivos para a recordar,
por isso não quero deixa-la em branco,
Quero sentir que não me vai escapar,
quero tentar vive-la no entanto

Faço um esforço por vive-la no entanto,
Quero tudo viver,
Nada mais passa por mim em branco,
E por isso sobre ela estou a escrever…

Mesmo não sabendo a linha condutora, faço questão de te recordar, diário, que apesar ser a rotina estar instalada, e como TU sabes de que rotina falo, não a deixo tomar posse de mim, não como um todo, confesso que é difícil, mas… o que é que nesta vida é fácil ??? Pois sabemos o quanto é fácil cair em rotina, sabemos o quando é fácil, deixar-se levar por sentimentos, por sensações, que por vezes as confundimos, com outras coisas menos saudáveis. E quando damos conta, vem a Srª Razão apoderar-se da nossa consciência, ou do pouco que ainda nos resta dela, agora falo por mim que ainda tenho essa teimosa que entende, porque entende apoderar-se da minha consciência, e recordar-me que a tenho, não é que a possa esqueça, mas por vezes gostaria…

Nesta minha rotina matinal,
lembro-me da causa possivel,
Não fiz nada de mal,
Não fiz o imprescindível

Não fiz o imprescindível,
duas negações a minha própria pessoa,
não vivi da melhor forma possível,
deixei-me levar a toa

Deixei-me levar sem dar conta,
e reconheço a necessidade de mudar,
é certo que para chegar a esta “ponta”,
algo tinha de se passar

Se algo tinha que acontecer
Foi sem intenção ou querer
Reconheço a necessidade de mudar
Algo já se está a passar!!!... (continua)

Abraço-te


quinta-feira, agosto 19, 2010

Há Dias Assim!!!

Contemplo os dias passados na minha memoria
Tento realçar o melhor, para viver o futuro em gloria
Não sei dizer quais os melhores momentos
Deixo-te a confusão dos sentimentos
Confusão, talvez um termo forte e devastador
Longe de mim...Não quero causar dor
Tudo se transforma e tem solução
Desde que tudo seja feito com o coração
Deixo-te a letra da ultima canção

"Há uma canção
Que não te cantei
Versos por rimar
Poemas que nunca inventei
Quem nos pôs assim
A vida rasgada?
Quem te me levou
Roubou-me a alma
Mas de ti não sabe nada"

Abraço-te

segunda-feira, agosto 02, 2010

Fragmentos...

Fragmentos de umas tardes de verão
E de uns dias de sol...


"Se no entender de muitos... Um abraço é um abraço!!!
No meu entender um abraço é tudo
Para muitos um carinho... Sobretudo
Para mim defino como um dos meus traços!!!

Um de muitos que fazem a minha composição
Grandes afectos... Que me transmitem
Um conjunto de traços... Na minha visão
Todos eles uma história definem

Os traços que me criam alguns embaraços
Mas sem eles não viveria
Cheio de emoções, sensações e alegrias
A minha vida é toda cheia de abraços

Todos os que posso receber
Todos os que posso oferecer
Sempre que te possa dar
Abraço-te sem te abraçar"

quarta-feira, julho 21, 2010

" untitled "






Abraça-me, sim, Abraça-me...
...isso com força!!!
Estou mesmo a precisar de um Abraço TEU!!!







Abraço-te

quinta-feira, julho 15, 2010

Há Dias Assim...


O sms por nós hoje trocado, dizia...
Há Dias Assim
Não me senti melhor, sabias...
Agradeço amigo... Há Dias Assim

Reconheço a tua boa vontade
Não irá ser fácil de verdade
Trocar este... Há Dias Assim
Por dias sem saudade

Once again
I try to live without pain
But like a song says...
I miss you like the deserts miss the rain

Reconheço esta minha fase de loucura abstracta
Não sem uma boa dose de sensatez
Na verdade não é propriamente do que se trata
Mas talvez sim, uma historia começada por...Era uma vez

E...Era uma vez
Reconheço que Há Dias Assim
Aguardo por essa sensatez
Espero melhores dias enfim !!!




Letra da musica
Song writer(s): Augusto Madureira
Um poema excelente, letra da canção de Portugal

Abraço-te

quinta-feira, julho 08, 2010

Respiro

… Respiro
O ar que me rodeia
O teu ar, o teu cheiro, o teu encanto
Sem cessar … Respiro
O ar que respiras
O teu espaço, o teu canto, o teu mundo
Em Paz … Respiro
O ar puro da tua alma
Que purifica a tua personalidade, a tua liberdade
Livre … Respiro
O ar inexistente de barreiras invisíveis
A tua vontade isenta de maldade
Puro … Respiro
És o que eu quero, és o que eu preciso,
Era louco se não o dissesse
Por isso … Respiro
O ar de tudo o que me queiras dar
Respiro cada partícula oferecida por ti
Respiro …
Dispo-me de preconceitos
Ninguém melhor do que eu sabe disso

Respiro-te no meu sofrimento
Neste mundo que me faz sangrar
Despeço-me do meu sentimento
Desfaço-me no teu olhar

Apenas respiro... 





Abraço-te

sexta-feira, junho 18, 2010

Uma Passagem

Escrevo em ti
Achas que sem sentido
não quero dizer que não senti
Algo que não seja definido
Em ti...
Escrevo do simples nada
Inicio sem perceber
Faço-o de forma desnaturada
Apenas escrevo por escrever
Do nada...
Escrevo sem dizer
Sem principio, sem fim
O que não está a acontecer
é uma forma de entendimento assim
Sem dizer...
Escrevo retendo uma passagem
Escrita por mim
Como se fosse uma miragem
E pode ser tudo enfim
Uma passagem...
Escrevo para me expressar
É a vontade,a liberdade
E Abraço-te sem te Abraçar

Abraço-te

terça-feira, junho 08, 2010

Balançar


Balanço no teu olhar
           Balanço e saio sem balançar
     Acredito no teu balanço
                   Refugiu-me e por vezes me canso

                
                                               Balanço no teu sorrir
                                           Balanço sem sentir
                                                         Acredito na tua boa vontade
                                                                         Fujo e por vezes não admito a verdade

                
              Balanço neste muro singular
                    Balanço sem conseguir avançar
                   Acredito na tua forma de estar
                 Tento voltar ao meu caminhar


Balanço com o vento                            
Balanço muito atento                          
Acredito que não consigas avançar       
Espero, sem continuar a esperar         


Balanço sem saber
              Balanço e saio sem balançar
                 Acredito na tua força de viver
              Abraço-te sem te abraçar    


Abraço-te