sexta-feira, abril 22, 2011

Passo a Passo II

Continuo passo a passo,
indo mais além,
mais um obstáculo ultrapasso,
com uma grande curiosidade também...

Sinto tudo em mim como uma descoberta,
algo inevitável na minha curiosidade,
não sei se é a sensação correta,
confusa está a minha personalidade...

Deixo em ti, ao teu cuidado,
a descoberta da minha personalidade,
eu sei...algo precipitado,
é mais um ponto da minha saudade...

Ignoro a minha racionalidade,
e tudo o que acho ser aceitável,
mas esta é a minha verdade,
o que não é algo único nem instável...

Exploro o inacessível,
o que em tempos era impossível,
vou passo a passo,
sem ter ideia sobre o que faço...

Já vejo o final deste trajecto,
tudo em mim balança,
será isto um projecto,
deposito tudo na minha esperança...

Poderia nesta altura dizer,
movo montes e montanhas,
rios, mares e oceanos, poderia escrever,
e tamanhas façanhas...

E poderia ser para te ver porventura,
mas não será disso estou certo,
chego onde quero ... fim do trajecto,
dou o primeiro passo, parto a aventura...

Abraço-te

sexta-feira, abril 08, 2011

O Ponto da Saudade

Afinal digo-te com Clareza
Sem mestria ou fundamento
O som da tua beleza
Transpõe em ti o sentimento

Sem mestria ou fundamento
Desinibido de intenções
Sejam as que foram no momento
Que nada te impeça ... ou razões

O som da tua beleza
Que seja cheio de liberdade
Deixa cair essa fortaleza
Reconstrói a tua espontaneidade

Transpõe em ti o sentimento
É o que esperava de verdade
Sem sonho ou pensamento
O ponto da minha saudade

Abraço-te

domingo, março 20, 2011

Passo a Passo

Por cada passo que dou
Mais um caminho que se revela
Inúmeras escolhas por quem não optou
Inúmero de opções o qual me leva

A opção de em cada passo, um caminho
É uma opção inspiradora
Desafiante, por vezes desinibidora
Que por vezes observo no meu cantinho

O receio de dar cada passo
As vezes a medo, outras sem pensar
É o caminho que geralmente faço
Sem a minha vontade... É o meu caminhar

E assim continuo sem saber onde me vai levar
Uns dizem... é a vida! Pois apresenta sempre varias opções
Eu penso que é a escolha, a opção que em cada um das situações
É assim passo a passo o meu caminhar


Abraço-te

sexta-feira, março 11, 2011

Assim estou...

Assim estou e assim fico, de facto admito
Estar sem estar num estado indefinido
Pensar em estar sem atrito
Ler sem imaginar-te lendo contido

Não fiques assim por me ler
São palavras escritas em vários momentos
Que vão mudando com os ventos
Ficam todos os sentimentos
Que é muito mais do que possa escrever

Deixo-te as curiosidades
Do nosso encontro
Irá deixar saudades
Para um reencontro

Onde estas? Pois não sinto a tua presença
O que fazes? Pois não sinto o teu braço
Onde sonhas acordado? Isso faz muita diferença
O que sentes? Não vês o que faço?

Apenas abraça-me sem me abraçar
Assim toca-me sem me tocar
Arranca o meu sorriso a brilhar
Farei tudo isso no nosso Sonhar


Abraço-te

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Quadrado


Por este lado
Sinto-me limitado
Vejo na parede ao lado
O meu reflexo desajeitado
Não estou apertado
Nem estou apressado!
Por outra parede ao lado
Vejo algo renovado
Bem processado
Embora mal visionado
Está inacabado
Apenas não estou esforçado
A contemplar-te afinado!
Em frente é objecto começado
Com um passo desenfreado
Depois de estar aprisionado
Liberto as minhas asas cansado
Agora mais acordado
Sinto-me abraçado
Livro-me deste quadrado...
Abraço-te

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

O gesto

Há palavras que são de facto como gestos
Palavras, que mesmo não sendo proferidas,  
Em silencio são como um gesto
Incalculável ... Inaceitável ... Impensável


Mas um gesto não deixa de valer por mil Palavras
E torna-se a chave de qualquer momento
Vivido com muito sentimento
Imperdivel ... Intangível ... Impermutável 


Um sentimento explicado com um momento
Incandescente, surpreendente, e torna-lo permanente
A virtude de trocar algo por um gesto simples
Imaculável ... Incalcinável ... Inquebrável


Como o meu maior gesto ... ABRAÇO-TE

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Abraço o Vento

Abraço-te no vento
Mesmo sem alento
Só pelo simples gesto
Como se fosse um manifesto
Mas com vontade
Sem perder a oportunidade
De abraçar o vazio que ficou
O que o vento mudou
Não estou a testar a imaginação
Nem querer perder a razão
Abraço o Vento
Neste Momento


Abraço-te

quinta-feira, janeiro 13, 2011

O Cego

Espero no meu desespero, esperar por quem desespera...
Aquele que por mim anda a vaguear
Só, simples sem anseios...O mundo é uma esfera
Os ciclos são círculos, e assim vão continuar
Olho para alem sem ver ninguém
Para o desconhecido, por vezes até perdido
Num horizonte distante, confiante com desdém
Como se para sempre se fosse assim como ido

Vejo o cego que me cega onde não estou
Tapo os olhos ao que me alcança
Fujo do que vejo, sem ver o quer sou
É isso diz o cego... Confiança!!!
Sem estar, estarei um dia onde não penso estar
Onde será ? não, não quero saber
Estarei onde for, onde hei-de me adaptar
Serei o que for, serei agora o que ser

Alcanço o impossível, corrigível e indigno de alcançar
O que for meu por direito, meu será
O que perder, se for essa a condição... irei aceitar
Crescer, viver, sonhar, amar...tudo acontecerá

Abraço-te

terça-feira, dezembro 28, 2010

Abraço


Exijo a tua vinda
Desespero nestes últimos dias
Quero a tua presença
A tua companhia, estou só há muito tempo
Entra em mim profundamente
Como o oxigénio que respiro
Dá-me uma lufada de ar fresco
Para estes pulmões sedentos de ar puro
Socorre-me deste ciclo
Desta fase que se apodera da minha consciência
Faz me vibrar, sorrir, abraçar e amar
Dá-me ânimo para continuar
Espero por ti... ANO NOVO
 

Abraço-te

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Em ti ... Alegria



Eu

Seria

Um dia

Em ti alegria

Nada em ti previa

Era, foi e acontecia

Naquele o imprevisto cedia

A minha e a tua vontade assim ia

Rompeu-se uma vida, que o futuro lia

Ordenas-te no tempo ( e em nós ) perdia

Perdi a tua liberdade em ti, e em mim sobrevivia

Obrigado

Continuo

A pensar ti ... Em  nós
Que saudades ... PAI!!!


Abraço-te
Um Feliz e Santo Natal

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Uma Página ( parte II )

Sereno
É como me encontro, ao ler estas paginas no meu diário, interrogo-me sobre como me sentia quando as escrevi, pois as minha linhas me definem apreensivo e destemido, não consigo identificar com elas, não as reconheço, tento fazer um exame de auto-avaliação e nada me ocorre senão uma ligeira confusão de sujeitos, verbos e adjectivos, que classificam a minha presença assídua ás tuas paginas em branco que anseiam a escrita incontrolável e sem fim, sorriu, pois nisto eu reconheço-me, começo a escrever a primeira letra e incapaz de parar... O que não está a acontecer agora, escrevo, é certo, sem para, também é correcto, mas sem rima, sem significado, sem consistência, acho, que sem intenção, mas faço-o, continua a ser a minha melhor forma de me expressar, assim não preciso de dizer-te tudo o que deveria, mas que o quisesse fazer, não poderia mesmo, afinal não passas de um diário, tenho que te escrever, preencher estas paginas brancas que, por vezes são mais negras que as capas que vejo durante o dia, e nelas vejo a beleza que elas representam, não tão belas como as paginas negras que aqui encontro. Volto ao que me faz escrever, há muito que aqui tenciono voltar, mas há sempre algo que me faz atrasar a vinda, há sempre algo a prender-me estas linhas, como que se por um lado precisas de ser escrito, se por outro não queres que escreva, será que não gostas do que te escrevo? É o que posso concluir, por estas palavras que esconde a verdadeira intenção demonstrada da vinda, e tu, melhor que ninguem, até consegues perceber isso, só eu é que não, acho, e por isso evitas que escreva, não precisas de o dizer, sereno não estou...
Deixo.te por mais uns dias... sabes que voltarei... melhor... espero...
 
Apenas guardo...
Guardo em mim a vontade que tenho de ti,
Guardo apreensivo ao que já sobrevivi
Guardo o que não guardo e sem dor
Guardo por guardar e sem pudor

Guardo tudo em mim e o que sou

Guardo o que tenho e o que deixei ter
Guardo o meu querer e o teu olhar
Guardo no mesmo sentido o meu viver
Guardo o meu abraço no teu abraçar

Abraço-te

segunda-feira, novembro 15, 2010

A Máscara

Cai em mim ... a rotina
Sem querer, sem saber
não importa, que venha a cortina
que venha mais uma mascara ... a ver

Mais uma que tenho de colocar
é verdade, são de um numero menor
mas esta será a mais difícil de retirar
é a rotina, o uso desta como um pormenor

Há algumas que já deixei de usar
A mais escura, a da noite, foi fácil de deixar
Simples e simpático como eu sei ser
Adaptei-me ao meu modo de viver

A das férias e dos fins de semana também
Continuo a ser quem sou
Aproveito ambos como mais me convém
Onde quer que esteja e onde estou

A do dia a dia é saber o que quero
É ter opções, ter escolhas, caminhos...
Optar pelo que me dá mais prazer
é sem duvida e apenas Viver

A das 9h ás 18h esta, está como que instalada
Levanto questões como poderá ser ultrapassada
O que haverá por detrás desse ... Desmascarar
Não sei ... Continuo com o meu caminhar

Em mim, a duvida não vai permanecer
Sou pratico, por isso irei sobreviver
Por enquanto imagino todas as reacções
Viverei com todas as minhas opções

Abraço-te

sexta-feira, novembro 05, 2010

Ter...Querer


É isto não deixar de o fazer
É assim ... Renascer
Por cada gesto, por cada sinal
É o que sinto em mim de especial
Assim tento permanecer
A renovar-me em todo o meu ser
Em cada gesto, em cada acção
Escrevo a minha própria lição

Voarei até onde puder
É a genialidade da nossa mente
Independentemente do que fizer
Do que ficar por fazer
Sem prioridades estabelecidas
E sem vontades ... Ter, Querer

Apenas sei...
Aconteça o que acontecer
Caminharei...

Abraço-te

segunda-feira, novembro 01, 2010

Ashes and Snow II



Em tempos deixei aqui o seguinte Post Ashes and Snow
Agora o documentário apresentado na Exposição

Se você vem a mim neste momento
Seus minutos irão se converter em horas,
Suas horas irão se converter em dias,
E seus dias em uma vida inteira.

À princesa dos elefantes:

Desapareci exactamente há um ano
Naquele dia, recebi uma carta.
Ela me levou de volta ao lugar onde minha vida com os elefantes começou.
Por favor perdoem-me pelo silêncio ininterrupto entre nós durante um ano.
Esta carta rompe com esse silêncio.
Ela marca a primeira de minhas 365 cartas para você.
Uma por cada dia de silêncio.
Eu nunca serei mais eu mesmo do que nessas cartas.
Elas são meus mapas do caminho do pássaro.
e elas são tudo que soube para ser autêntico.

Você irá se lembrar de tudo.
Tudo será como antes.

No princípio do tempo,
os céus estavam repletos de elefantes voadores.
A cada noite eles se deitam no mesmo lugar no céu
e sonhavam com um olho aberto.
Quando você olha fixamente as estrelas na noite,
estará vendo os olhos que não piscam dos elefantes,
que dormem com um olho aberto para nos vigiar melhor.
Desde que minha casa se incendiou eu vejo a lua mais claramente
Olhei para todos os paraísos que se apresentaram a mim.
Vi paraísos que tive em minhas mãos,
mas deixei escapar.
Vi promessas que não mantive.
Dores que não mitiguei.
Feridas que não cicatrizaram.
Lágrimas que não derramei.
Vi mortes que não lamentei.
Preces que não respondi.
Portas que não abri.
Portas que não fechei.
Amantes que deixei para trás
e sonhos que não vivi.
Vi tudo que me foi oferecido,
que não pude aceitar.
Vi as cartas que desejei,
mas nunca recebi.

Vi tudo que poderia ter sido,
mas nunca será.

Um elefante com sua tromba levantada
é uma carta para as estrelas.
O salto de uma baleia para fora d’água
é uma carta do fundo do mar.
Estas imagens
são uma carta para meus sonhos.
Estas cartas são minhas cartas para você.

Meu coração é como uma casa
cujas janelas não foram abertas por anos.
Mas agora ouço as janelas se abrindo.

Lembro-me das garças flutuando sobre
a neve que se derrete do Himalaia
dormindo sobra as caudas dos peixes-boi.
As canções das focas barbudas.
O relincho da zebra.
O grasnar das rãs.
O estalido da areia.
As orelhas dos caracais.
O balanceio dos elefantes.
O salto das baleias.
E a silhueta de um elande.
Lembro-me dos dedos curvos do suricata.
Flutuando no Ganges.
Navegando no Nilo
Subindo pelos degraus
do ******.
Lembro-me de caminhar
pelos corredores de Hatshepsut
e das faces de muitas mulheres.
Mares sem fim
e milhares de quilômetros de rios.

...lembro-me de pais e filhos...

...do sabor...lembro-me...

...

...e de descascar o pêssego...

Lembro-me de tudo…

Mas não me lembro
de ter partido alguma vez.

Lembre-se de seus sonhos.

Lembre-se de seus sonhos.

Lembre-se de seus sonhos.

Lembre.


Quanto mais observo
os elefantes da savana,
mais escuto, e mais me abro.
Eles me lembram de quem sou.
Peço que os elefantes guardiães
escutem meu desejo
de colaborar com todos os músicos
da orquestra da natureza.
Quero ver através dos olhos dos elefantes.
Quero participar da dança que não tem passos.
Quero me converter na dança.

Não posso dizer se você está
se aproximando ou se afastando.
Almejo a serenidade que encontrei
quando olhava sua face.
Talvez se sua face pudesse
ser devolvida a mim agora,
seria mais fácil recuperar
a face que eu pareço ter perdido.
A minha própria.
Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.


Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.
As baleias não cantam
porque têm uma resposta.

Elas cantam
porque têm uma canção.

O que importa não é
o que está escrito na página.
O que importa é o que
está escrito no coração.

Então queime as cartas
e espalhe suas cinzas sobre a neve,
na margem do rio,
quando chega a primavera
e a neve se derrete
e o rio se avoluma.
Volte às margens do rio
e releia minhas cartas
com os olhos fechados.

Deixe que as palavras e as imagens
banhem seu corpo como ondas.
Releia as cartas, com sua mão
aconchegada sobre seu ouvido.
Escute as canções do paraíso,

Página, após página, após página.

Voe a caminho do pássaro.

Voe.

Voe.

Voe...


Abraço-te

segunda-feira, outubro 18, 2010

Caminhar

Escrevo
Procuro
Percorro
...Encontro
Acho
Continuo
Pedido
Espero
...Em frente
Aceite
Comento
Falo
Envio
Telefono
...Escrevo
Sair
Conduzir
Ouço
Danço
Recebo
Reenvio
...Sinto
Sorrir
Olhar
Emoções
Sensações
Confusões
Porquês
Paro
...E continuo
Sem andar
...A Caminhar


Abraço-te