segunda-feira, maio 24, 2010

Ashes and Snow


Cinzas e Neve

Se você vem a mim neste momento
Seus minutos irão se converter em horas,
Suas horas irão se converter em dias,
E seus dias em uma vida inteira.

À princesa dos elefantes:

Desapareci exactamente há um ano
Naquele dia, recebi uma carta.
Ela me levou de volta ao lugar onde minha vida com os elefantes começou.
Por favor perdoem-me pelo silêncio ininterrupto entre nós durante um ano.
Esta carta rompe com esse silêncio.
Ela marca a primeira de minhas 365 cartas para você.
Uma por cada dia de silêncio.
Eu nunca serei mais eu mesmo do que nessas cartas.
Elas são meus mapas do caminho do pássaro.
e elas são tudo que soube para ser autêntico.

Você irá se lembrar de tudo.
Tudo será como antes.

No princípio do tempo,
os céus estavam repletos de elefantes voadores.
A cada noite eles se deitam no mesmo lugar no céu
e sonhavam com um olho aberto.
Quando você olha fixamente as estrelas na noite,
estará vendo os olhos que não piscam dos elefantes,
que dormem com um olho aberto para nos vigiar melhor.

Desde que minha casa se incendiou eu vejo a lua mais claramente
Olhei para todos os paraísos que se apresentaram a mim.
Vi paraísos que tive em minhas mãos,
mas deixei escapar.
Vi promessas que não mantive.
Dores que não mitiguei.
Feridas que não cicatrizaram.
Lágrimas que não derramei.
Vi mortes que não lamentei.
Preces que não respondi.
Portas que não abri.
Portas que não fechei.
Amantes que deixei para trás
e sonhos que não vivi.
Vi tudo que me foi oferecido,
que não pude aceitar.
Vi as cartas que desejei,
mas nunca recebi.

Vi tudo que poderia ter sido,
mas nunca será.

Um elefante com sua tromba levantada
é uma carta para as estrelas.
O salto de uma baleia para fora d’água
é uma carta do fundo do mar.
Estas imagens
são uma carta para meus sonhos.
Estas cartas são minhas cartas para você.

Meu coração é como uma casa
cujas janelas não foram abertas por anos.
Mas agora ouço as janelas se abrindo.

Lembro-me das garças flutuando sobre
a neve que se derrete do Himalaia
dormindo sobra as caudas dos peixes-boi.
As canções das focas barbudas.
O relincho da zebra.
O grasnar das rãs.
O estalido da areia.
As orelhas dos caracais.
O balanceio dos elefantes.
O salto das baleias.
E a silhueta de um elande.
Lembro-me dos dedos curvos do suricata.
Flutuando no Ganges.
Navegando no Nilo
Subindo pelos degraus
do ******.
Lembro-me de caminhar
pelos corredores de Hatshepsut
e das faces de muitas mulheres.
Mares sem fim
e milhares de quilômetros de rios.

...lembro-me de pais e filhos...

...do sabor...lembro-me...

...

...e de descascar o pêssego...

Lembro-me de tudo…

Mas não me lembro
de ter partido alguma vez.

Lembre-se de seus sonhos.

Lembre-se de seus sonhos.

Lembre-se de seus sonhos.

Lembre.


Quanto mais observo
os elefantes da savana,
mais escuto, e mais me abro.
Eles me lembram de quem sou.
Peço que os elefantes guardiães
escutem meu desejo
de colaborar com todos os músicos
da orquestra da natureza.
Quero ver através dos olhos dos elefantes.
Quero participar da dança que não tem passos.
Quero me converter na dança.

Não posso dizer se você está
se aproximando ou se afastando.
Almejo a serenidade que encontrei
quando olhava sua face.
Talvez se sua face pudesse
ser devolvida a mim agora,
seria mais fácil recuperar
a face que eu pareço ter perdido.
A minha própria.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.


Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.

As baleias não cantam
porque têm uma resposta.

Elas cantam
porque têm uma canção.

O que importa não é
o que está escrito na página.
O que importa é o que
está escrito no coração.

Então queime as cartas
e espalhe suas cinzas sobre a neve,
na margem do rio,
quando chega a primavera
e a neve se derrete
e o rio se avoluma.
Volte às margens do rio
e releia minhas cartas
com os olhos fechados.

Deixe que as palavras e as imagens
banhem seu corpo como ondas.
Releia as cartas, com sua mão
aconchegada sobre seu ouvido.
Escute as canções do paraíso,

Página, após página, após página.

Voe a caminho do pássaro.

Voe.

Voe.

Voe...

Tradução do texto apresentado no documentário de uma hora que acompanha a exposição
Flying Elephants Productions presents "Ashes and Snow", an exhibition by Gregory Colbert. The show has previously migrated to Venice, New York, Santa Monica, Tokyo and Mexico City. Over 9.5 million people have seen Ashes and Snow in the past 5 years. This clip is the second part of the most recent 11-minute cut which highlights the evolution of Gregory Colbert's masterwork. The show will next migrate to Brazil in the fall of 2008/09.

Abraço-te

sexta-feira, maio 07, 2010

Hoje e Sempre



É nos teus raios de sol que desapareço
Confortável e aconchegado pelo seu calor
Nem à minha vontade obedeço
Fujo, fujo de qualquer tipo de dor

Confortável e aconchegado pelo seu calor
A muitos poderá fazer confusão
Este momento apaziguador
Apenas lhes falta a devida atenção


Nem a minha vontade obedeço
Por querer um momento assim
É fácil de o reviver, nem o peço
É difícil para quem não o entende, enfim


Fujo, fujo de qualquer tipo de dor
Ninguém tem de o merecer
Não é para todos o seu calor
Será dor para quem assim entender


É nos teus raios de sol que desapareço
Este momento apaziguador
É fácil de o reviver, nem o peço
Não é para todos o seu calor


Mesmo de uma forma contundente
Abraço-te hoje e sempre, de forma…Diferente


Abraço-te


sábado, abril 24, 2010

Todos Iguais, Todos Diferentes



Todos iguais,
Por diversas formas de o ser
Todos como tantos que tais
Mesmo sem ninguém o prever

Todos diferentes,
Por diversas formas de se mostrar
Todos como tantas gentes
Que traçam o seu caminhar


Todos iguais, todos diferentes
Tantos que tais, tantas gentes
Com a sua forma de ser e pensar
Viva a LIBERDADE, há que acreditar



Abraço-te

terça-feira, abril 13, 2010

Abraço-te



Antecipadamente
Articuladamente
Confiadamente
Consequentemente
Copiosamente
Curiosamente

Desesperadamente
Eloquente
Funcionalmente
Impessoalmente
Impreterivelmente
Impropriamente
Incompreensivelmente
Incondicionalmente
Inconfundivelmente
Incrivelmente
Inesperadamente
Inexperiente
Insensivelmente
Insusceptivelmente
Irreversivelmente
Localmente
Miseravelmente
Participadamente
Particularmente
Periodicamente
Possivelmente
Resistente
Sensivelmente
Sofrivelmente
Transparente
Terminantemente


E Finalmente...

Abraço-te

segunda-feira, março 29, 2010

Unusual way

Não posso deixar de lembrar
Que por vezes é necessário... Um talvez

Não posso me esquecer
Que por vezes é necessário... Um dia

Não posso dizer que foi sem significado
Que por vezes é necessário... E sinto

Não posso deixar de evidenciar a alegria
Que por vezes é necessário... Um sorriso

Não posso pedir para voltar atrás
Que por vezes é necessário... Um tempo

Não posso deixar de seguir em frente
Que por vezes é necessário... Um caminho

Não posso quero deixar de continuar
Agora e sempre... Abraço-te

Abraço-te



Duas versões excepcionais 

terça-feira, março 23, 2010

O beijo

Quero ser beijado novamente
Sentir o doce dos teus lábios
O refrescar da minha mente
Por entre os nossos gestos sábios
Aconteceu
Faz me recordar o que me fez esquecer
Que a terra continuava a girar
O beijo fez me desaparecer
Da terra, do mundo... do meu acreditar
Aconteceu
Demos conta que tudo parou
Que nada poderia intervir
Simplesmente o beijo arrasou
A razão, a consciência… o sentir
Aconteceu
Permitimos ser atingidos
Pela multidão, pela confusão
Mas foi o beijo por lábios sofridos
Que nos levou para fora da situação

Aconteceu...
O refrescar da minha mente
Faz me recordar o que me fez esquecer
Quero ser beijado novamente

Abraço-te

quarta-feira, março 10, 2010

Abraço-te

Quantas vezes em ti escrevo
Não sei ao certo que idade tens
Pensar nisso… não me atrevo
Apenas uso-te sem desdém

Desabafo sem piedade
Escrevo por vezes com saudade
Do que pode ter sido na realidade
Os meus sentimentos de verdade

És as folhas perdidas na minha memória
Da grandiosa arvore que em mim cresce
Abraço-te aqui e agora sem historia
Em mim a primavera floresce

É difícil quantificar o meu Amar-te
És o meu passado, presente e futuro
Escrevo e tento sempre Abraçar-te
Tudo em mim por ti é muito puro

Desejo-te muitos anos de vida
Dois já passaram com muitas alegrias
Relembro o meu pontapé de saída
Abraço-te todos os Dias


                               Abraço-te…
                               Com Vontade, Com força...Alegria e saudade.
                              
                               Abraço-te...
                               Feliz, Contente, Penso...Cada abraço é diferente.
                              
                               Abraço-te...
                               De odio, De amor, De raiva...E de dor.
                               
                               Abraço-te...
                               Sem perceber, Sem saber...Sem te ver.
                              
                               Abraço-te...
                               No pensamento, Onde estiveres...A passar.
                      
                               Abraço-te...
                               Na esquina, Na rua, Na praça...E tu ficas sem graça.
                      
                               Abraço-te...
                               No meu sonho, Com sentimento...No Momento.
                      
                               Abraço-te...
                               Sem sonhar, Aqui e agora...Ou quando chegar a HORA
                              
                               Abraço-te
                                   Março 2008


Abraço-te

quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Aqui...

Aqui me perco na tonalidade da tua cor
Sem vontade de continuar a percorrer
Estes caminhos com a minha dor
Faço-me a quem passa, a quem não estou a ver

Sabendo que quem eu quero és tu
Passo bem junto a ti
Tentas apanhar-me, agarrando o meu cu
Mesmo assim tento disfarçar, não te vi

Pegas pela minha cintura
Sem mostrares muita vontade
Sem mostrares muita bravura
Puxas-me para ti, tirando a minha liberdade

Sinto o teu pêlo a roçar na minha cara
Encosto-me ao teu corpo
Sinto contra a minha pele a tua vara
Eu sei o quanto te deixo torto

Afinal eu só queria brincar
Nem mesmo isso irás permitir
Tento eu cada vez mais te excitar
E tu, mesmo não querendo, estás a fugir

Deixas para a próxima vez quando nos conhecermos
Após mais uma troca de mensagens, também pela TMN
Deixo bem claro que é melhor esquecermos
Apago o teu contacto, mais um do MSN!!!


Abraço-te
Escrevi e publiquei este post na LusoWoofLX - Comunidade Bear

domingo, fevereiro 21, 2010

TimeLine

Por entre frases, versos e poemas
Cria-se uma linha temporal
Com alguns assuntos e temas
Alguns que relatam a minha vida sentimental

Com alguns obstáculos e atalhos
Fui criando defesas e capas
É certo dão e deram trabalhos
Também o viver é por etapas

Eles não me derrubam, nem me fazem parar
Criam o meu crescimento
E isso é que me faz caminhar
Existem para o crescer do nosso sentimento

Não conseguimos controlar
Nem fazer tão pouco uma boa gestão
Mantemos o segredo do nosso gostar
É a nossa resistência, não abrimos mão

Consigo resistir a muita gente
A ti não, mantemos o sentimento online
Mas sigo em frente
A criar mais uns posts nesta TimeLine


"If we live a life in fear
I'll wait a thousand years
just to see you smile again"

Abraço-te

segunda-feira, fevereiro 08, 2010

"O meu Deus"


Tento não fugir ao que me estou a propor
Depois de aceder ao teu pedido
Fiquei a pensar na questão que te iria pôr
E em ti tenho pensado e reconhecimento teu, tenho obtido

E por isso foi fácil chegar a uma solução
Que de alguma forma vou te desafiar
Sem muita dificuldade apresento-te então
Aquilo que tu guardas de coração

Publico o teu "O meu Deus"
Reconheço-te com um grande amigo
E sei que não me vais dizer adeus
Mas sim podes contar comigo


Ondas que sem medo
penetram o rochedo.
Soberana imensidão
a quem peço perdão.
Torturante
Dominante

Arrasta-me a corrente
o olhar para o horizonte,
lembranças doloridas
em ti dissolvidas.
Deslumbrante
Apaziguante

Fonte fértil
abraçando terra estéril,
criador de vida
que tanto dá como tira.
Fascinante
Surpreendente

Castiga-me,
esvazia-me,
abençoa-me,
consola-me...

Refúgio,
cúmplice,
precipício,
vórtice...
Calmante
Inebriante

Tempestade que acalma,
vastidão de esperança.
Lava a minha alma,
...voltar a ser criança...

Miguel Almeida


Abraço-te

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

A razão desconhece


Não conseguirias perceber
mesmo que te conte era dificil entender
sou o que sou, olho para trás e... nada mudou

Mas tudo muda, imagina
porque achas que iria me abrir
quando tudo inicia, tudo termina
é verdade não precisas de te rir

E o que muda é a vida
ela que nos dá força
ela que prega sempre alguma partida
e quando damos conta, estamos na forca

Não conseguirias perceber
até eu próprio ainda estou a tentar compreender
o que passou, já lá foi... o que fazer ? É isto, é a vida, é crescer

Mas o que nunca te vou contar
é o que está por escrever
porque o que aconteceu... está a passar
Aqui,ali...tudo passa mesmo sem querer

Não precisas de entender
quero que mais uma vez me vejas crescer
acompanha-me, sim faz isso, pois no meu entender
é o que melhor que tens a fazer

E se não entenderes, verás que tenho razão
por querer crescer, sem nenhuma aptidão
para magoar e ser magoado por opção
perceberás que tudo não passa do meu próprio coração

"O coração tem razões que a própria razão desconhece?" Pascal


Abraço-te