quinta-feira, junho 09, 2011

"Não Desistas de Mim"

Uma ideia que não pára de surgir
Sempre presente no meu pensamento
Na minha mudança está implícito o não desistir
Quero em mim, tudo num todo, exigir
Com toda a sensibilidade do meu sentimento
Nem um pedaço de mim vai partir
Não é apenas de um momento
Na minha própria maneira de agir
Com toda a fragilidade do meu temperamento
Quero em mim entrar, quero de mim sair
O meu próprio renascimento
Tudo o que seja possível para reagir


Não é uma confusão do meu ser…assim
“não desistas de mim”
É uma exigência da minha pessoa
Por pior mais que isto doa!!! 
Abraço-te

sexta-feira, maio 27, 2011

Os Pedaços


Faço e desfaço-me em pedaços, quero reconstruir todo o meu ser, eu mesmo em perfeita harmonia, leva-lo a um nível inatingível, mas…ficarei pelo impulso? Por querer ser o que não tenho sido, querer fazer o que ainda não fiz, uma reconstrução difícil… Apresento em mim várias dificuldades, apropriadas para evitar a reconstrução, como se de mim há a iniciativa de rejuvenescimento, e de mim também a força de me manter com estou.
As duas faces de mim...

Uma em fúria, outra em desespero, pelo rejuvenescimento, outra marcada pelo tempo, seja ela pela experiencia ou pela novidade imposta. Quero renascer das minhas próprias cinzas, negras, desfeitas pela experiência, embora ela não sendo importante neste momento, pesa neste corpo que necessita de mais uma mudança...

Assim como o tempo que variavelmente muda
O frio que congela os meus ossos
Assim como o sol, esconde-se em nuvens cinzentas
E a chuva…que venha a chuva regar a minha alma
Que venha a chuva desfazer-me pela terra
E nela crescer com o primeiro ar da primavera

Sim a primavera…
Assim posso nascer…
E mais um ciclo encerra e outro se inicia
E tudo recomeça…

E o tempo corre…E o tempo corre…
É agora o Momento? Este momento …já passou
E os pedaços de mim, onde estão?
Reconstrução…não me parece
E se assim acontecer…
Continuo…
Abraço-te sem te ver!

Abraço-te

quinta-feira, maio 05, 2011

"Socorro"

"Sinto-me na lua, no céu e no inferno
Estou nas nuvens e o inferno em mim
Mas o que é este sentimento...assim
Será o que sinto...amor, será eterno?

Como é possível doer tanto
Lembro-me das palavras entretanto
"amor é fogo que arde sem se ver"
Mas o que vou, com "isto", fazer?

Choro sem conseguir me conter
A quem posso socorrer
A ti ? Mas ... Ainda agora te conheci
O que te poderia dizer? Fugi...

Procuro entre tudo e todos
Sem conseguir te ver
Assim procuro de vários modos
Algumas respostas do que vou fazer"

...

Foi assim comigo um dia
E há uns anos tive de lidar como podia
Agora não, e tu que neste momento
Atravessas todos estes sentimentos
Tens a quem recorrer
Há quem te possa ajudar

Linha LGBT

Abraço-te

sexta-feira, abril 22, 2011

Passo a Passo II

Continuo passo a passo,
indo mais além,
mais um obstáculo ultrapasso,
com uma grande curiosidade também...

Sinto tudo em mim como uma descoberta,
algo inevitável na minha curiosidade,
não sei se é a sensação correta,
confusa está a minha personalidade...

Deixo em ti, ao teu cuidado,
a descoberta da minha personalidade,
eu sei...algo precipitado,
é mais um ponto da minha saudade...

Ignoro a minha racionalidade,
e tudo o que acho ser aceitável,
mas esta é a minha verdade,
o que não é algo único nem instável...

Exploro o inacessível,
o que em tempos era impossível,
vou passo a passo,
sem ter ideia sobre o que faço...

Já vejo o final deste trajecto,
tudo em mim balança,
será isto um projecto,
deposito tudo na minha esperança...

Poderia nesta altura dizer,
movo montes e montanhas,
rios, mares e oceanos, poderia escrever,
e tamanhas façanhas...

E poderia ser para te ver porventura,
mas não será disso estou certo,
chego onde quero ... fim do trajecto,
dou o primeiro passo, parto a aventura...

Abraço-te

sexta-feira, abril 08, 2011

O Ponto da Saudade

Afinal digo-te com Clareza
Sem mestria ou fundamento
O som da tua beleza
Transpõe em ti o sentimento

Sem mestria ou fundamento
Desinibido de intenções
Sejam as que foram no momento
Que nada te impeça ... ou razões

O som da tua beleza
Que seja cheio de liberdade
Deixa cair essa fortaleza
Reconstrói a tua espontaneidade

Transpõe em ti o sentimento
É o que esperava de verdade
Sem sonho ou pensamento
O ponto da minha saudade

Abraço-te

domingo, março 20, 2011

Passo a Passo

Por cada passo que dou
Mais um caminho que se revela
Inúmeras escolhas por quem não optou
Inúmero de opções o qual me leva

A opção de em cada passo, um caminho
É uma opção inspiradora
Desafiante, por vezes desinibidora
Que por vezes observo no meu cantinho

O receio de dar cada passo
As vezes a medo, outras sem pensar
É o caminho que geralmente faço
Sem a minha vontade... É o meu caminhar

E assim continuo sem saber onde me vai levar
Uns dizem... é a vida! Pois apresenta sempre varias opções
Eu penso que é a escolha, a opção que em cada um das situações
É assim passo a passo o meu caminhar


Abraço-te

sexta-feira, março 11, 2011

Assim estou...

Assim estou e assim fico, de facto admito
Estar sem estar num estado indefinido
Pensar em estar sem atrito
Ler sem imaginar-te lendo contido

Não fiques assim por me ler
São palavras escritas em vários momentos
Que vão mudando com os ventos
Ficam todos os sentimentos
Que é muito mais do que possa escrever

Deixo-te as curiosidades
Do nosso encontro
Irá deixar saudades
Para um reencontro

Onde estas? Pois não sinto a tua presença
O que fazes? Pois não sinto o teu braço
Onde sonhas acordado? Isso faz muita diferença
O que sentes? Não vês o que faço?

Apenas abraça-me sem me abraçar
Assim toca-me sem me tocar
Arranca o meu sorriso a brilhar
Farei tudo isso no nosso Sonhar


Abraço-te

sexta-feira, fevereiro 25, 2011

Quadrado


Por este lado
Sinto-me limitado
Vejo na parede ao lado
O meu reflexo desajeitado
Não estou apertado
Nem estou apressado!
Por outra parede ao lado
Vejo algo renovado
Bem processado
Embora mal visionado
Está inacabado
Apenas não estou esforçado
A contemplar-te afinado!
Em frente é objecto começado
Com um passo desenfreado
Depois de estar aprisionado
Liberto as minhas asas cansado
Agora mais acordado
Sinto-me abraçado
Livro-me deste quadrado...
Abraço-te

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

O gesto

Há palavras que são de facto como gestos
Palavras, que mesmo não sendo proferidas,  
Em silencio são como um gesto
Incalculável ... Inaceitável ... Impensável


Mas um gesto não deixa de valer por mil Palavras
E torna-se a chave de qualquer momento
Vivido com muito sentimento
Imperdivel ... Intangível ... Impermutável 


Um sentimento explicado com um momento
Incandescente, surpreendente, e torna-lo permanente
A virtude de trocar algo por um gesto simples
Imaculável ... Incalcinável ... Inquebrável


Como o meu maior gesto ... ABRAÇO-TE

quarta-feira, fevereiro 02, 2011

Abraço o Vento

Abraço-te no vento
Mesmo sem alento
Só pelo simples gesto
Como se fosse um manifesto
Mas com vontade
Sem perder a oportunidade
De abraçar o vazio que ficou
O que o vento mudou
Não estou a testar a imaginação
Nem querer perder a razão
Abraço o Vento
Neste Momento


Abraço-te

quinta-feira, janeiro 13, 2011

O Cego

Espero no meu desespero, esperar por quem desespera...
Aquele que por mim anda a vaguear
Só, simples sem anseios...O mundo é uma esfera
Os ciclos são círculos, e assim vão continuar
Olho para alem sem ver ninguém
Para o desconhecido, por vezes até perdido
Num horizonte distante, confiante com desdém
Como se para sempre se fosse assim como ido

Vejo o cego que me cega onde não estou
Tapo os olhos ao que me alcança
Fujo do que vejo, sem ver o quer sou
É isso diz o cego... Confiança!!!
Sem estar, estarei um dia onde não penso estar
Onde será ? não, não quero saber
Estarei onde for, onde hei-de me adaptar
Serei o que for, serei agora o que ser

Alcanço o impossível, corrigível e indigno de alcançar
O que for meu por direito, meu será
O que perder, se for essa a condição... irei aceitar
Crescer, viver, sonhar, amar...tudo acontecerá

Abraço-te

terça-feira, dezembro 28, 2010

Abraço


Exijo a tua vinda
Desespero nestes últimos dias
Quero a tua presença
A tua companhia, estou só há muito tempo
Entra em mim profundamente
Como o oxigénio que respiro
Dá-me uma lufada de ar fresco
Para estes pulmões sedentos de ar puro
Socorre-me deste ciclo
Desta fase que se apodera da minha consciência
Faz me vibrar, sorrir, abraçar e amar
Dá-me ânimo para continuar
Espero por ti... ANO NOVO
 

Abraço-te

quinta-feira, dezembro 16, 2010

Em ti ... Alegria



Eu

Seria

Um dia

Em ti alegria

Nada em ti previa

Era, foi e acontecia

Naquele o imprevisto cedia

A minha e a tua vontade assim ia

Rompeu-se uma vida, que o futuro lia

Ordenas-te no tempo ( e em nós ) perdia

Perdi a tua liberdade em ti, e em mim sobrevivia

Obrigado

Continuo

A pensar ti ... Em  nós
Que saudades ... PAI!!!


Abraço-te
Um Feliz e Santo Natal

quinta-feira, dezembro 09, 2010

Uma Página ( parte II )

Sereno
É como me encontro, ao ler estas paginas no meu diário, interrogo-me sobre como me sentia quando as escrevi, pois as minha linhas me definem apreensivo e destemido, não consigo identificar com elas, não as reconheço, tento fazer um exame de auto-avaliação e nada me ocorre senão uma ligeira confusão de sujeitos, verbos e adjectivos, que classificam a minha presença assídua ás tuas paginas em branco que anseiam a escrita incontrolável e sem fim, sorriu, pois nisto eu reconheço-me, começo a escrever a primeira letra e incapaz de parar... O que não está a acontecer agora, escrevo, é certo, sem para, também é correcto, mas sem rima, sem significado, sem consistência, acho, que sem intenção, mas faço-o, continua a ser a minha melhor forma de me expressar, assim não preciso de dizer-te tudo o que deveria, mas que o quisesse fazer, não poderia mesmo, afinal não passas de um diário, tenho que te escrever, preencher estas paginas brancas que, por vezes são mais negras que as capas que vejo durante o dia, e nelas vejo a beleza que elas representam, não tão belas como as paginas negras que aqui encontro. Volto ao que me faz escrever, há muito que aqui tenciono voltar, mas há sempre algo que me faz atrasar a vinda, há sempre algo a prender-me estas linhas, como que se por um lado precisas de ser escrito, se por outro não queres que escreva, será que não gostas do que te escrevo? É o que posso concluir, por estas palavras que esconde a verdadeira intenção demonstrada da vinda, e tu, melhor que ninguem, até consegues perceber isso, só eu é que não, acho, e por isso evitas que escreva, não precisas de o dizer, sereno não estou...
Deixo.te por mais uns dias... sabes que voltarei... melhor... espero...
 
Apenas guardo...
Guardo em mim a vontade que tenho de ti,
Guardo apreensivo ao que já sobrevivi
Guardo o que não guardo e sem dor
Guardo por guardar e sem pudor

Guardo tudo em mim e o que sou

Guardo o que tenho e o que deixei ter
Guardo o meu querer e o teu olhar
Guardo no mesmo sentido o meu viver
Guardo o meu abraço no teu abraçar

Abraço-te