Escrevo em ti
Achas que sem sentido
não quero dizer que não senti
Algo que não seja definido
Em ti...
Escrevo do simples nada
Inicio sem perceber
Faço-o de forma desnaturada
Apenas escrevo por escrever
Do nada...
Escrevo sem dizer
Sem principio, sem fim
O que não está a acontecer
é uma forma de entendimento assim
Sem dizer...
Escrevo retendo uma passagem
Escrita por mim
Como se fosse uma miragem
E pode ser tudo enfim
Uma passagem...
Escrevo para me expressar
É a vontade,a liberdade
E Abraço-te sem te Abraçar
Abraço-te
sexta-feira, junho 18, 2010
terça-feira, junho 08, 2010
Balançar
Balanço no teu olhar
Balanço e saio sem balançar
Acredito no teu balanço
Refugiu-me e por vezes me canso
Balanço no teu sorrir
Balanço sem sentir
Acredito na tua boa vontade
Fujo e por vezes não admito a verdade
Balanço neste muro singular
Balanço sem conseguir avançar
Acredito na tua forma de estar
Tento voltar ao meu caminhar
Balanço com o vento
Balanço muito atento
Acredito que não consigas avançar
Espero, sem continuar a esperar
Balanço sem saber
Balanço e saio sem balançar
Acredito na tua força de viver
Abraço-te sem te abraçar
Abraço-te
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Vem para os meus braços
segunda-feira, maio 31, 2010
O Sol
Por Terraços e Jardins tudo em mim acontece
Renasço em cada dia de sol
Revivo tudo o que vivi
Nada em mim padece
Pela noite caminho, procuro a tua luz
Vejo os pássaros não cantam
As flores não brilham, não dançam
Todos esperam o nascer do novo dia que nos seduz
Deixo-me levar no pensamento
Aprendo com o que já vivi
O que me permite continuar
Sempre com muito sentimento
Por terraços, jardins intemporais tudo em mim acontece
Tudo me fortalece ... Seguirei em frente, sem saber para onde
Não caminho, para onde não quero ... Nada em mim padece
A minha transparência revela ... O que quero, o que pretendo
Nada é o que parece ... E revelo o que não me acontece
Só o sol me aquece
Por Terraços e Jardins tudo em mim acontece
Abraço-te
Renasço em cada dia de sol
Revivo tudo o que vivi
Nada em mim padece
Pela noite caminho, procuro a tua luz
Vejo os pássaros não cantam
As flores não brilham, não dançam
Todos esperam o nascer do novo dia que nos seduz
Deixo-me levar no pensamento
Aprendo com o que já vivi
O que me permite continuar
Sempre com muito sentimento
Por terraços, jardins intemporais tudo em mim acontece
Tudo me fortalece ... Seguirei em frente, sem saber para onde
Não caminho, para onde não quero ... Nada em mim padece
A minha transparência revela ... O que quero, o que pretendo
Nada é o que parece ... E revelo o que não me acontece
Só o sol me aquece
Por Terraços e Jardins tudo em mim acontece
Abraço-te
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Estou...; O Sol; A seguir...
sábado, maio 29, 2010
Sei que um dia saberás
Há dias assim
Que nos deixam sós
A alma vazia
A mágoa na voz
Gastámos as mãos
Tanto as apertámos
Já não há palavras
Foi de tanto as calarmos
Há uma canção
Que não te cantei
Versos por rimar
Poemas que nunca inventei
Quem nos pôs assim
A vida rasgada?
Quem te me levou
Roubou-me a alma
Mas de ti não sabe nada
Há dias assim
Não há que esconder
Recear palavras
Amar ou sofrer
Ocultar sentidos
Fingir que não há
Há dias perdidos
Entre cá e lá
Há uma canção
Que não te cantei
Versos por rimar
Poemas que nunca inventei
Quem nos pôs assim
A vida rasgada?
Quem te me levou
Roubou-me a alma
Mas de ti não sabe nada
Sei que um dia saberás
Que a vida é uma só
Não volta atrás
Quem nos pôs assim
A vida rasgada?
Quem te me levou
Roubou-me a alma
Mas de ti não sabe nada
Song writer(s): Augusto Madureira
Um poema excelente, letra da canção de Portugal
Abraço-te
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Há dias assim
segunda-feira, maio 24, 2010
Ashes and Snow
Cinzas e Neve
Se você vem a mim neste momento
Seus minutos irão se converter em horas,
Suas horas irão se converter em dias,
E seus dias em uma vida inteira.
À princesa dos elefantes:
Desapareci exactamente há um ano
Naquele dia, recebi uma carta.
Ela me levou de volta ao lugar onde minha vida com os elefantes começou.
Por favor perdoem-me pelo silêncio ininterrupto entre nós durante um ano.
Esta carta rompe com esse silêncio.
Ela marca a primeira de minhas 365 cartas para você.
Uma por cada dia de silêncio.
Eu nunca serei mais eu mesmo do que nessas cartas.
Elas são meus mapas do caminho do pássaro.
e elas são tudo que soube para ser autêntico.
Você irá se lembrar de tudo.
Tudo será como antes.
No princípio do tempo,
os céus estavam repletos de elefantes voadores.
A cada noite eles se deitam no mesmo lugar no céu
e sonhavam com um olho aberto.
Quando você olha fixamente as estrelas na noite,
estará vendo os olhos que não piscam dos elefantes,
que dormem com um olho aberto para nos vigiar melhor.
Desde que minha casa se incendiou eu vejo a lua mais claramente
Olhei para todos os paraísos que se apresentaram a mim.
Vi paraísos que tive em minhas mãos,
mas deixei escapar.
Vi promessas que não mantive.
Dores que não mitiguei.
Feridas que não cicatrizaram.
Lágrimas que não derramei.
Vi mortes que não lamentei.
Preces que não respondi.
Portas que não abri.
Portas que não fechei.
Amantes que deixei para trás
e sonhos que não vivi.
Vi tudo que me foi oferecido,
que não pude aceitar.
Vi as cartas que desejei,
mas nunca recebi.
Vi tudo que poderia ter sido,
mas nunca será.
Um elefante com sua tromba levantada
é uma carta para as estrelas.
O salto de uma baleia para fora d’água
é uma carta do fundo do mar.
Estas imagens
são uma carta para meus sonhos.
Estas cartas são minhas cartas para você.
Meu coração é como uma casa
cujas janelas não foram abertas por anos.
Mas agora ouço as janelas se abrindo.
Lembro-me das garças flutuando sobre
a neve que se derrete do Himalaia
dormindo sobra as caudas dos peixes-boi.
As canções das focas barbudas.
O relincho da zebra.
O grasnar das rãs.
O estalido da areia.
As orelhas dos caracais.
O balanceio dos elefantes.
O salto das baleias.
E a silhueta de um elande.
Lembro-me dos dedos curvos do suricata.
Flutuando no Ganges.
Navegando no Nilo
Subindo pelos degraus
do ******.
Lembro-me de caminhar
pelos corredores de Hatshepsut
e das faces de muitas mulheres.
Mares sem fim
e milhares de quilômetros de rios.
...lembro-me de pais e filhos...
...do sabor...lembro-me...
...
...e de descascar o pêssego...
Lembro-me de tudo…
Mas não me lembro
de ter partido alguma vez.
Lembre-se de seus sonhos.
Lembre-se de seus sonhos.
Lembre-se de seus sonhos.
Lembre.
Quanto mais observo
os elefantes da savana,
mais escuto, e mais me abro.
Eles me lembram de quem sou.
Peço que os elefantes guardiães
escutem meu desejo
de colaborar com todos os músicos
da orquestra da natureza.
Quero ver através dos olhos dos elefantes.
Quero participar da dança que não tem passos.
Quero me converter na dança.
Não posso dizer se você está
se aproximando ou se afastando.
Almejo a serenidade que encontrei
quando olhava sua face.
Talvez se sua face pudesse
ser devolvida a mim agora,
seria mais fácil recuperar
a face que eu pareço ter perdido.
A minha própria.
Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.
Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.
Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.
Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.
Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.
Pluma ao fogo,
fogo ao sangue,
sangue ao osso,
osso à medula,
medula às cinzas,
cinzas à neve.
As baleias não cantam
porque têm uma resposta.
Elas cantam
porque têm uma canção.
O que importa não é
o que está escrito na página.
O que importa é o que
está escrito no coração.
Então queime as cartas
e espalhe suas cinzas sobre a neve,
na margem do rio,
quando chega a primavera
e a neve se derrete
e o rio se avoluma.
Volte às margens do rio
e releia minhas cartas
com os olhos fechados.
Deixe que as palavras e as imagens
banhem seu corpo como ondas.
Releia as cartas, com sua mão
aconchegada sobre seu ouvido.
Escute as canções do paraíso,
Página, após página, após página.
Voe a caminho do pássaro.
Voe.
Voe.
Voe...
Tradução do texto apresentado no documentário de uma hora que acompanha a exposição
Tradução do texto apresentado no documentário de uma hora que acompanha a exposição
Flying Elephants Productions presents "Ashes and Snow", an exhibition by Gregory Colbert. The show has previously migrated to Venice, New York, Santa Monica, Tokyo and Mexico City. Over 9.5 million people have seen Ashes and Snow in the past 5 years. This clip is the second part of the most recent 11-minute cut which highlights the evolution of Gregory Colbert's masterwork. The show will next migrate to Brazil in the fall of 2008/09.
Abraço-te
Etiquetas:
A carta,
Ashes and Snow
sexta-feira, maio 07, 2010
Hoje e Sempre
É nos teus raios de sol que desapareço
Confortável e aconchegado pelo seu calor
Nem à minha vontade obedeço
Fujo, fujo de qualquer tipo de dor
Confortável e aconchegado pelo seu calor
A muitos poderá fazer confusão
Este momento apaziguador
Apenas lhes falta a devida atenção
Nem a minha vontade obedeço
Por querer um momento assim
É fácil de o reviver, nem o peço
É difícil para quem não o entende, enfim
Fujo, fujo de qualquer tipo de dor
Ninguém tem de o merecer
Não é para todos o seu calor
Será dor para quem assim entender
É nos teus raios de sol que desapareço
Este momento apaziguador
É fácil de o reviver, nem o peço
Não é para todos o seu calor
Mesmo de uma forma contundente
Abraço-te hoje e sempre, de forma…Diferente
Abraço-te
sábado, abril 24, 2010
Todos Iguais, Todos Diferentes
Todos iguais,
Por diversas formas de o ser
Todos como tantos que tais
Mesmo sem ninguém o prever
Todos diferentes,
Por diversas formas de se mostrar
Todos como tantas gentes
Que traçam o seu caminhar
Todos iguais, todos diferentes
Tantos que tais, tantas gentes
Com a sua forma de ser e pensar
Viva a LIBERDADE, há que acreditar
Abraço-te
Etiquetas:
Abraço-te,
Instruções para uma vida,
O tempo
terça-feira, abril 13, 2010
Abraço-te
Antecipadamente
Articuladamente
Confiadamente
Consequentemente
Copiosamente
Curiosamente
Desesperadamente
Eloquente
Funcionalmente
Impessoalmente
Impreterivelmente
Impropriamente
Incompreensivelmente
Incondicionalmente
Inconfundivelmente
Incrivelmente
Inesperadamente
Inexperiente
Insensivelmente
Insusceptivelmente
Irreversivelmente
Localmente
Miseravelmente
Participadamente
Particularmente
Periodicamente
Possivelmente
Resistente
Sensivelmente
Sofrivelmente
Transparente
Terminantemente
E Finalmente...
Abraço-te
Etiquetas:
Abraço-te
segunda-feira, março 29, 2010
Unusual way
Não posso deixar de lembrar
Que por vezes é necessário... Um talvez
Não posso me esquecer
Que por vezes é necessário... Um dia
Não posso dizer que foi sem significado
Que por vezes é necessário... E sinto
Não posso deixar de evidenciar a alegria
Que por vezes é necessário... Um sorriso
Não posso pedir para voltar atrás
Que por vezes é necessário... Um tempo
Não posso deixar de seguir em frente
Que por vezes é necessário... Um caminho
Não posso quero deixar de continuar
Agora e sempre... Abraço-te
Abraço-te
Duas versões excepcionais
Que por vezes é necessário... Um talvez
Não posso me esquecer
Que por vezes é necessário... Um dia
Não posso dizer que foi sem significado
Que por vezes é necessário... E sinto
Não posso deixar de evidenciar a alegria
Que por vezes é necessário... Um sorriso
Não posso pedir para voltar atrás
Que por vezes é necessário... Um tempo
Não posso deixar de seguir em frente
Que por vezes é necessário... Um caminho
Não posso quero deixar de continuar
Agora e sempre... Abraço-te
Abraço-te
Duas versões excepcionais
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Unusual Way
terça-feira, março 23, 2010
O beijo
Quero ser beijado novamente
Sentir o doce dos teus lábios
O refrescar da minha mente
Por entre os nossos gestos sábios
Aconteceu
Faz me recordar o que me fez esquecer
Que a terra continuava a girar
O beijo fez me desaparecer
Da terra, do mundo... do meu acreditar
Aconteceu
Demos conta que tudo parou
Que nada poderia intervir
Simplesmente o beijo arrasou
A razão, a consciência… o sentir
Aconteceu
Permitimos ser atingidos
Pela multidão, pela confusão
Mas foi o beijo por lábios sofridos
Que nos levou para fora da situação
Aconteceu...
O refrescar da minha mente
Faz me recordar o que me fez esquecer
Quero ser beijado novamente
Abraço-te
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